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Por que as pessoas gostam de correr rápido: parte II 
Na segunda parte do artigo, Miguel Sarkis explica o que se pode fazer para evoluir na velocidade das corridas, desejo de todo corredor
17/06/2010 09:05  | Por Miguel Sarkis  falecom@miguelsarkis.com.br 
 
foto: ricardo zinner - ativo.com

As velocidades de treinamentos e provas são para serem estudadas, adequadas e amadurecidas, antes que se possa utilizá-las frequentemente.

Além da velocidade nata, a velocidade é como uma patente que se aperfeiçoa. Você passa boa parte da vida explorando onde pode encaixar um treinamento mais veloz, um treinamento de força e depois de umas adaptadas em sua vida particular, como os casos do sono, da alimentação, do trabalho e de demais situações corriqueiras, você sente que poderá melhorar muito a sua velocidade.

É muito comum verificar pessoas que estacionam nos ritmos de seus treinos e de suas provas. Muitas vezes, não acreditam que podem melhorar ainda mais a velocidade.

Frequentemente me perguntam o que se pode fazer para evoluir na velocidade de provas e aí, então, verifico que o que falta, muitas vezes, é só uma readaptação na vida e nos treinos.

Diante de tantos questionamentos e ansiedades em evoluir na velocidade das corridas, escrevo sobre a questão prática de se obter velocidade, dos seus conjuntos e da harmonia que se pode alcançar com estas combinações de treinos.

Notamos que existem dois tipos de treinamentos adiantados e que sugiro o nome de Aperfeiçoamento I e II.

Aperfeiçoamento I...Corridas variadas em velocidade e distância / Coordenativos / Pequenos saltos / exercícios localizados.

A prática para o aperfeiçoamento I

Treinos mais utilizados para esta faixa de aperfeiçoamento são os acima citados e, para os casos de velocidades, pode-se utilizar pequenos grupos de tiros e ritmos de distâncias variadas, como 200 metros, 400 metros e 600 metros.

Os exercícios coordenativos, técnicas de corridas ou simplesmente coordenativos devem ser realizados em séries que podem variar até no máximo 15 vezes para as repetições dos tipos de exercícios. Recomendo, sempre, entre 4 e 6 tipos de exercícios que seguem alguns, para que aconteça aprendizado e aperfeiçoamento motor, que no final das contas contribuirão com o movimento mais rápido, mais “limpo” e mais resistente das corridas médias e longas.

Os pequenos saltos são variações de técnicas de corrida, com elevação maior do solo na hora de impulsionar do solo. São exercícios que requerem uma base anterior bem feita, para que não aconteçam lesões nos músculos exigidos.

Os exercícios localizados devem ser realizados com acompanhamento de um profissional, até para que não haja empolgação do praticante, e possíveis atritos entre os resultados físicos dos exercícios localizados e a prática da corrida.

Aperfeiçoamento II

Corridas rápidas, treinos de quilometragem em ritmos mais rápidos (aproximadamente 80 e 90% da velocidade de prova). Para ritmos de provas em torno de 3´00” por quilômetro, é desejável que o corredor experimente algo em torno de 3´20/30” por quilômetro.

Coordenação pode ser utilizada com grandes quantidades e no período de base. Os saltos podem ser realizados em um dia especialmente destinado para tais.

Saltos e técnicas em rampas são exercícios que vão além das exigências práticas e de aprendizado. É possível realizar tais exercícios desde que o praticante esteja bem fortalecido e disponha de tempo, tanto para treinos, como para provas.

Corridas em montanhas e morros serão bem-vindas para ajudar a desenvolver a musculatura e o melhor aproveitamento emocional nos corredores.

A prática para o aperfeiçoamento II

Correr em ritmo mais rápido do que a média da população corredora pode parecer exagero, porém, se você é um daqueles corredores que realizou direitinho a lição de casa, então pode usufruir de ritmo mais rápido, até mesmo por que pode parecer mais lento para você, que se aproximou bastante do ápice dos treinamentos e do amadurecimento. Neste momento cabem os 3´20 ou 30” por quilômetro, em percursos mais longos.
 
Os exercícios de coordenação podem ser realizados em percursos planos, inclinados e rampas mais pronunciadas, e suas variações dependerão do tipo de atleta, quanto ele necessita aperfeiçoar e se a prova que fará no período de competitivo será maior ou menor.
 
Saltos em rampas podem parecer um absurdo, porém, se você já possui uma boa base, não teve imprevistos durante o último ciclo de treinos, se alimenta muito bem (com acompanhamento de um nutricionista), dorme muito bem e tem poucas “dores de cabeça” (incômodos na rotina diária com família, trabalho e etc.), então você deve explorar ainda mais estes recursos, que no final das contas aumentarão sua força e resistência de força para as provas mais difíceis do calendário de corridas.

Veja que estes saltos podem auxiliá-lo, e muito, nas provas de Cross Country, provas mais rápidas, até 5 km e nas provas de revezamento.

Continuarei a falar e enviarei mais exercícios para os períodos de alto rendimento e Aperfeiçoamento I e II na próxima semana.

Ótimos Treinos!

Você tem dúvida sobre seus treinos de Corrida, equipamentos ou provas? Mande sua pergunta para ativoresponde@ativo.com que Miguel Sarkis poderá respondê-la!

Confira aqui no shopping ativo.com  mais informações sobre o Livro  A Construção do Corredor.

 


 

 

 


 

 
Colunista:  

Miguel Sarkis, é Personal Trainer há 33 anos, com Certificação Técnica de Atletismo pela IAAF; Formação para Técnico em Atletismo; Especialização em Obesidade, Cardiopatas e Idosos; Desenvolve programa de qualidade de vida para pessoas de baixa renda na USP Leste (projeto Periferia Legal),  e é autor do Livro: A Construção do Corredor – Editora Gente. Para acompanhar Miguel Sarkis: http://blog.miguelsarkis.com.br/

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