Diversos exercícios têm sido executados no meio aquático com intuito de promoção da saúde, como uma forma alternativa de exercício aeróbico ou neuromuscular para diferentes populações.
Atualmente, o condicionamento na água integra o treinamento de variados esportes. Pesquisas relatam que três semanas de inatividade pode conduzir a uma perda significativa de aptidão cardiovascular, e seis semanas de repouso pode levar a uma diminuição de até 14% para 16% em máximo do consumo de O2.
Como um meio alternativo, muitos atletas têm encontrado em programas de reabilitação na água uma forma de manter a força muscular e a resistência cardiovascular durante a sua recuperação das lesões. As alterações fisiológicas do corpo dentro da água colocam o coração em uma modalidade de treinamento, favorecendo o condicionamento mesmo antes de o atleta começar a exercitar-se.
Mas não só os atletas se beneficiam dos exercícios dentro da água. Os mais diversos grupos, de sedentários a terceira idade apresentam melhora da qualidade de vida, melhora nas condições de saúde, sem riscos de lesões por sobrecarga na articulações. Os hipertensos também se beneficiam já que a atividade física dentro da água faz baixar a freqüência cardíaca e a pressão arterial.
Outra vantagem é a densidade da água( quase 800 vezes maior do que o ar), onde exige mais vigor dos grupos musculares durante a execução dos exercícios.
Nos casos de reabilitação, a dor impede os movimentos das articulações ou mesmo o tempo de reparo após alguma cirurgia impedem grandes esforços. O repouso absoluto, muitas vezes é contra-indicado por causar atrofia e fraqueza muscular.
Nesta fase do tratamento, os exercícios em terra não são toleráveis por aumentar as cargas compressivas nas articulações e músculos. Na água aquecida, essas forças são bem reduzidas devido à flutuação, favorecendo um programa de reabilitação mais intenso e precoce sem prejudicar os tecidos em fase de cicatrização.
Alguns cuidados devem ser observados antes de iniciar a atividade na água, como a temperatura. O recomendado para o treinamento aquático é entre 27 a 29 graus, evitando os riscos de hipertemia.
O mais importante é lembrar que corpo imerso sofre alterações fisiológicas, as quais devem ser compreendidas com o objetivo de tornar qualquer programa de exercício nesse meio seguro e eficiente.