Desde que iniciei nas corridas, e naquele tempo havia pouquíssima informação, as coisas se davam pela intuição. Vivia em um lugar de área rural, onde a corrida podia ser realizada em meio a matas nativas, quase tropeçando em tatus, gambás, coelhos e etc, etc, etc...
Os pretextos para se manter os treinos eram muitos, ou seja, A C O R R I D A! Não havia muito mais o que fazer, além de estudar, inventar e correr. Assim, a vida era bem mais fácil. Hoje, a vida se tornou um competidor a parte: Quer ver?
Correr depois do trabalho e trânsito infernal. É possível? Sim, porém, coloque umas pouquíssimas horas de sono neste cenário. Pronto, agora ficou mais difícil e se colocarmos alguns poucos alimentos, que somados, não chegam a 1000 calorias? Percebe que fica cada vez mais difícil?
Pois é, difícil e complicado para o velho corpinho que não consegue aprender outra coisa, senão, tentar metabolizar e elevar a autoestima de quem pratica a corrida, oferecendo em troca, os seus deliciosos efeitos hormonais.
As situações acima descritas são uma constante na vida de milhares de corredores no mundo. Há quase sempre uma pessoa com preguiça, com lesões, com mal estar, com raiva da corrida, enfim, tem até mesmo aquelas que tentaram e não conseguiram os melhores resultados, porém, não entenderam o porquê disto.
O titulo: Corri, corri melhorei só um pouquinho I e II, anteriores, no site do ativo.com, descrevem um pouco desta situação que vem atormentando muita gente em todo o mundo. Existem muitas outras razões para se passar a odiar e se afastar da corrida.
Como se precaver? Bem, é necessário SENSIBILIDADE. Este é o rotor que move as pessoas na vida moderna. É através de sensibilidade que o corredor pode perceber que seu treino está (FULL), sobrecarregado pelas cargas de exercícios e um mínimo de descanso.
Quando se desiste de correr por alguns tempos, é muito fácil engordar. Pense bem que, seu organismo está acostumado a receber uma quantidade frequente de alimentos, e gastá-los imediatamente. Quando o corredor pára a corrida, passa a economizar este alimento e estocando na forma de gordura, aumenta o peso corporal.
Estes episódios, em cadeia, provocam a sensação de cansaço no corpo, desanima o emocional, que passa a competir com a razão. Correr ou não correr.
Correr ou não correr é uma faca de duas lâminas; é ou não é favorável para recuperação. Ou o corredor utiliza este momento para se propor retomada e aí fica um impulso emocional do Eu Posso, ou ela se torna um empecilho, cheia de desculpas, dores e mal estar.
A carga de reinício será a mais importante de todos. Não queira retomar seus treinos com cargas iguais as anteriormente a parada e nem tão pouco, nos ritmos que desejas.
Aplique a regra de menos 60, 70 e até mesmo 80% da carga anterior, para depois prosseguir e evoluir a forma antiga.Evoluir em relação ao ponto de condicionamento físico anterior a parada, somente depois de ter sido retomada e cumprida a primeira fase de pelo menos três meses contínuos de corrida.
Faça seus treinamentos pensando que o corpo sempre decide. Quando for pra ir a frente, ele tomará a dianteira e quando não for, o seu companheiro inseparável, o cérebro, se incumbirá de desanimá-lo.
Bons treinos e boas retomadas!
Confira os artigos anteriores de Miguel Sarkis:
Corrida forte é o meu forte!
Corri, corri e melhorei só um pouquinho - Parte II
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