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O desafio de ser líder de pessoas e de si mesmo 
 
| Por José Rubens D'elia   
 No mundo corporativo, este tema não se esgota. E independentemente de tudo o que existe sobre o tema, em livros, cursos, seminários, há ainda uma grande dificuldade para as empresas terem em seus quadros verdadeiros líderes.

Antes, liderança tinha uma relação direta com cargo e hierarquia. Hoje, não. Todos são líderes potenciais. Segundo o famoso autor do best-seller, O Monge e o Executivo, James C. Hunter, -sempre que duas ou mais pessoas se reúnem com um propósito, há uma oportunidade de exercer a liderança-.

Então, meu caro leitor, no nosso cotidiano temos inúmeras oportunidades de ser líder, na nossa família, comunidade e atividade profissional.

Por que hoje esse papel é um desafio?

Porque a verdadeira liderança exige escolha e doação pessoal. É necessário estar a serviço das pessoas. E essa atitude é nova na prática empresarial. O que se passou de geração para geração foi o conceito de gerenciamento e chefia, cuja base está vinculada a controle, cumprimento de normas, respeito rígido à hierarquia, relação distante entre o comando e os comandados, menos prazer e mais dever.

Estamos no século XXI e, com certeza, estes comportamentos não condizem com a época. Mas, na prática, sabemos que eles ainda estão muito vivos nas atitudes de muitos profissionais.

O livro O Monge e o Executivo não está na listas dos mais vendidos há meses por acaso. Os conceitos pregados representam a aspiração do ser humano. Todos querem ter e ser líderes verdadeiros. Existe no inconsciente coletivo um desejo de aprender e incorporar a nova forma de liderar, porque ela requer respeito recíproco, objetivos comuns, bem-estar, satisfação, evolução pessoal e profissional.

Como também faço parte dos líderes aprendizes, pois exerço a minha liderança com meus profissionais-atletas, atletas-profissionais, e equipe, quero compartilhar uma das grandes lições de James Hunter.

Com muita propriedade, ele diferencia autoridade de poder. E ao definir cada um, ele mostra o caminho das pedras para quem realmente deseja ser líder.

-O poder é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer-.

-Autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa da sua influência pessoal-.

Logo, o grande segredo é aprender a influenciar as pessoas.

Parece simples, não é? Pois é. É nessa simplicidade que reside a grande diferença dos líderes que mobilizam as pessoas a realizarem com entusiasmo os seus objetivos.

Como eu tenho uma missão importante, que é sensibilizar o maior número de pessoas a fazerem atividade física, como algo para o seu desenvolvimento integral, preciso mais do que nunca exercer autoridade e erradicar as atitudes de poder.

E você, no seu perfil de liderança? Está mais para o poder ou para a autoridade?

E você, como líder de si mesmo? Qual tem sido a sua influência para cumprir os seus objetivos? Ou tem se sabotado?

Pense com carinho nestas definições e escolha qual delas vai marcar a sua identidade.

Lembre-se das pessoas que o influenciaram a ser o que é e inspire-se também nelas, para fortalecer a sua escolha.

Para liderar alguém, um grupo, uma empresa, uma comunidade, é necessário primeiro ser líder de si mesmo. Comece por este passo, usando da autoridade mais importante: o poder de escolher.
 
Colunista:  
José Rubens D'Elia, que assina esta coluna, é formado em educação física, treinou equipes nacionais de ciclismo, que representaram o Brasil nas Olimpíadas de Los Angeles, Seul e Barcelona. D'Elia é consultor esportivo da Equipe Olímpica de Ciclismo, preparador físico do velejador heptacampeão e ouro em Atenas Robert Scheidt há mais de seis anos. Em mais de 20 anos, atendeu mais de 500 atletas nacionais e internacionais, entre eles pilotos como Christian Fittipaldi, Mário Haberfeld e Bruno Senna. Sua metodologia, a Terapia Esportiva, foi recentemente oficializada em seu Livro Fábrica de Campeões . Atualmente, é consultor de empresas, professor e palestrante de qualidade de vida, colunista de revistas e jornal, comentarista de rádio e da TV Globo e Sportv.
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